Conferências IF Farroupilha, Congresso e Seminário Mobrec 2018

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A ORALIDADE NA CULTURA CIGANA
Sandro Estevão Rista

Prédio: Colégio Metodista Centenário
Sala: Eixo I - 1c - Sala B
Data: 07-06-2018 01:30  – 05:30
Última alteração: 03-06-2018

Resumo


O presente trabalho trata da presença da oralidade na cultura do povo cigano. A pesquisa partiu do problema: Como se dá a transmissão oral da cultura cigana? O trabalho partiu da necessidade de aprofundar o conhecimento acerca da cultura cigana investigando in loco, pois a história dos ciganos, de maneira geral, tem sido escrita por não ciganos e, nesse sentido, torna-se difícil confirmar sua veracidade, pois tal estudo se dá de forma contrastiva, sempre em relação à cultura gadjé (não cigana), ou seja, a narrativa sempre é feita a partir da visão de mundo do não cigano, não se permitindo relatar como os ciganos se enxergam. O objetivo do trabalho foi entender a oralidade da cultura do povo cigano. O trabalho foi realizado em duas etapas, a saber: a primeira constituída de pesquisa bibliográfica acerca dos estudos referentes à cultura cigana e a segunda elaborada através de pesquisa de campo, a partir de fontes tradicionais e testemunhais, exatamente pelo fato de ainda serem parcos os escritos ciganos e ser necessário cuidado nos escritos dos não ciganos (gadjé). O estudo apontou que é preciso romper com certos estereótipos, os mitos e as lendas criadas no decurso do tempo acerca do povo cigano, tais como: todo cigano é analfabeto; toda cigana é cartomante; ciganos são ladrões de galinha, de cavalos e de crianças; todo cigano é velhaco e metido em trapaças; os ciganos vivem dançando em roda de fogueiras; todo cigano fala a mesma língua;... A pesquisa apontou que, apesar de o povo cigano possuir uma cultura mais restrita ao grupo e manter certas normas de conduta e convivência estranhas à cultura brasileira, acham-se plenamente integrados à sociedade gadjé e merecem o devido respeito pela sua contribuição no desenvolvimento socioeconômico do Brasil.

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